Em um relacionamento muito longo – seja namoro, casamento ou até mesmo amizade – é natural que, após alguns anos, a outra pessoa consiga adivinhar seus pensamentos antes mesmo de você falar alguma coisa. Afinal, após horas e horas de conversas, confissões e desabafos, você acaba aprendendo quase tudo que a outra pessoa pensa e busca na vida, certo?
Pois é, o Google também pensa assim. E após anos e anos aprendendo tudo que pesquisamos, procuramos, perguntamos e acessamos, a empresa quer mostrar que te conhece melhor do que ninguém (!) e decidiu substituir suas famosas opções de pesquisa por um simples botão: Go.
Explicando melhor: o botão Go é um substituto ao botão “Estou com Sorte”, mas sem a caixa de busca.
Isso mesmo, sem a caixa de busca. Assim ó:
Uma vez que você clica no novo botão ele te leva para um site relevante, baseado na análise, via Inteligência Artificial, do seu histórico de pesquisas.
O novo recurso, batizado de Predictive Search, é com certeza a aposta mais ambiciosa – e arriscada – da empresa até hoje. Funciona assim: os algoritmos do Google têm acompanhado nos últimos 12 anos todas as nossas pesquisas. Assim, munido de tanta informação, o sistema já pode prever exatamente o que você quer saber sem que você precise digitar.
Internamente conhecido como “Fast Optimally-Organized Link System”, esse é um dos projetos mais secretos do Google. Dizem as más línguas que o chefe da equipe de desenvolvimento (cujo nome não pode ser divulgado) garante que o sistema possui uma taxa de acerto de 98,4%, e que a empresa sabe perfeitamente quem somos, onde estamos, o que estamos fazendo e o que queremos.
Depois dessa notícia mais alguém aí ficou com medo do Google?
Conta pra gente se você acha que esse novo recurso vai dar certo!
Pessoal, pra quem se assustou com esse post, podem ficar sossegados: a notícia bombástica não passou de uma “pegadinha” de 1º. de abril do Site Point (eles até deram uma dica no próprio texto: a abreviação do nome do projeto – Fast Optimally Organized Link System - é “FOOLS”, ou “tolos” em bom português!).
Apesar do timing (só li o texto deles esses dias, portanto bem depois de 1º. de abril), achei válido fazer o post mesmo assim, para servir como reflexão sobre a quantidade de informações que o Google e diversos outros sites têm sobre nós. E acho que no final das contas a brincadeira foi válida: esse post foi um dos mais acessados da semana!
Em tempo: se você acreditou na notícia e está se sentindo mal por isso, relaxe: todos nós aqui do Radar Social também caímos direitinho na pegadinha deles
O Google acaba de lançar o Google Shopper, um aplicativo que permite encontrar informações sobre diversos produtos utilizando a camera de qualquer aparelho equipado com a plataforma Android.
O software é capaz de reconhecer capas de livros, CDs, DVDs e vídeo games, além da maioria dos códigos de barras. Ou se preferir você também pode falar o nome do produto que está procurando e o google lista as informações para você.
No blog oficial do Google eles informam as diversas funções do aplicativo: “”você pode usar o Shopper para tomar decisões inteligentes sobre o que comprar, que preço a pagar e onde comprá-lo. Pode também favoritar itens e compartilhá-los com seus amigos, e até salvar seu histórico de busca de forma que você tenha sempre as informações que precisa ao seu alcance, mesmo quando não houver sinal para conectar-se à internet”.
Pra quem quiser saber mais, o Google preparou um video explicativo também ó:
Ok, tem quem faça uma caipirinha, mas o ponto não é esse. A questão é que essa parece ser, cada vez mais, a filosofia do gigante Google – e a estratégia tem se provado bastante satisfatória para a empresa.
Claramente ameaçado pela natureza instantânea da nova febre da internet, o Twitter, o Google tomou uma decisão que em muitos mercados seria certamente vista como suicida: ele associou-se à sua grande “ameaça” na internet, assinando acordos de busca com a ferramenta – mesmo não possuindo exclusividade do acordo.
Pausa para reflexão: quantas empresas já se viram ameaçadas por concorrentes (diretos ou indiretos) e decidiram unir-se a eles? (Ganha um convite pro Google Wave quem conseguir citar cinco exemplos!)
Voltando ao assunto: em seguida, o Google aproveitou essa associação para lançar um serviço exclusivo de busca em tempo-real – ou seja, eles saíram na frente criando um serviço 100% novo através de uma ferramenta que seus concorrentes também têm (ou podem facilmente obter).
Mas se eles possuem a mesma ferramenta podem muito bem copiar o novo serviço e lançar suas próprias buscas em tempo real também, certo?
Certo, mas no mercado digital sair na frente é algo valiosíssimo para a imagem das empresas, e esse pioneirismo com certeza contará ainda mais pontos para a marca Google.
Agora o que o Google precisa se preocupar é em executar a busca em tempo real de forma mais inteligente e rápida que seus concorrentes. Afinal, de nada adianta sair na frente se você não for o melhor no que faz (o Orkut que o diga!).
O novo serviço agrega também notícias recentes, artigos, posts em blogs e informações geradas no FriendFeed, Jaiku, Identi.ca, MySpace e Facebook, e por enquanto está disponível apenas para a versão americana do Google, estando disponível aqui na terrinha no 1o. trimestre de 2010.
Quem quiser ver um videozinho do Google mostrando como funciona a busca em tempo real tem aqui ó: